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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
De Lopes Galvão ao coronel Zé Bezerra.
Do Sargento-Mor Francisco Lopes Galvão ao Coronel José Bezerra de Araújo Galvão: quase 300 anos de história do RN!
Por: Rodrigo Cortez
FONTE: http://osdantascortezgomesdemelo.blogspot.com.br/2014/02/de-lopes-galvao-ao-coronel-ze-bezerra.html
Uma das maiores gratificações obtidas nos estudos genealógicos é conseguir inserir as pessoas/famílias ao contexto histórico atravessado ao longo do tempo. Analisando o caso especifico da família Lopes Galvão, no Rio Grande do Norte, pode-se inferir que dos quase 370 anos transcorridos de sua chegada (ou do primeiro registro de sua presença) ao estado, até os dias atuais, seus descendentes participaram e evoluíram ao longo de todo este período. Não simplesmente vivendo a historia, mas em alguns casos até sendo protagonistas da mesma.
Os primeiros registros da família Lopes Galvão no RN se dão pelos irmãos Manuel e Francisco Lopes Galvão. Descendentes de fidalgos portugueses que desembarcaram no Brasil vindo diretamente nas caravelas de Pedro Álvares Cabral, eram valorosos guerreiros de Vossa Majestade, a ponto de serem destacados para combater os holandeses no RN (1638-1654) e o motim quilombola em Palmares. Inclusive a historia atribui a Manuel Lopes Galvão a autoria do disparo que feriu o líder Zumbi, em 1676.
Francisco Lopes Galvão foi destacado então como sargento-mor no Rio Grande do Norte, onde fixou residência e distribuiu sua prole. Dentre os inúmeros descendentes, destaque para Cipriano Lopes Galvão (1700-1764), Coronel de Ordenanças da Ribeira do Seridó e um dos seus primeiros sesmeiros. Este casou-se em Igarassú (ou Olinda) com uma nobre chamada Adriana de Holanda e Vasconcelos, descendente de Arnaud de Holland, fidalgo holandês, primo de reis/papas e etc. Fixam-se no sítio Totoró e auxiliam no povoamento da região do Seridó, sendo os fundadores de Currais Novos. Assim seus filhos, netos e bisnetos herdam sucessivos títulos militares e consequentemente a chancela política da região por praticamente 250 anos.
É neste ínterim que nasce José Bezerra de Araújo Galvão, trineto do Cel. Cipriano Lopes Galvão e pentaneto do Sgt-Mor Francisco Lopes Galvão. Nunca um coronel no Estado do Rio Grande do Norte teve mais poder e prestígio do que Zé Bezerra d’Aba da Serra, como era conhecido, de Currais Novos. Um poder imposto pela palavra sincera e conselheira; um prestígio emanado da amizade que dispensava a tantos quantos lhe recorressem em fases difíceis e, por isso mesmo, José Bezerra exerceu o seu poder dentro de um coronelismo paternalista, um coronelismo protetor. A ponto do jornalista Assis Chateaubriand assim o descrever: “Era divinamente telúrico. Exercia caciquismo naturalmente, como quem bebia água ou tomava pinga. Lealdade, fervor das coisas públicas, firmeza de convicções, eram os sucos das suas reservas. Imperava soberano, na latitude do Seridó, o Matusalém riograndense do Norte”.
Abaixo, o registro genealógico, bastante simplificado, que remonta a ligação entre os Lopes Galvão descritos acima:
1. Sargento-mor Francisco Lopes Galvão (irmão de Manuel Lopes Galvão, que feriu Zumbi dos Palmares em batalha e, 1676). Casou-se comJoana Dornelas, filha de Manoel Rodrigues Pimentel e Maria Lostrou Casa Maior:
2. Cipriano Lopes Pimentel (Francisco Lopes). Morador de Goianinha-RN. Casou-se com Thereza da Silva, filha de Felipe da Silva e Joana Salema:
3. Cipriano Lopes Galvão (Coronel Cipriano Lopes Pimentel – morador do Totoró. 1700-1764). Casou-se com Adriana de Holanda e Vasconcelos (1720-1793), filha de João da Rocha Moura e Maria Magdalena de Vasconcelos:
4. Cipriano Lopes Galvão (Capitão-mor Cipriano Lopes Galvão, fundados de Currais Novos. 1753-1813). Casou-se comVicência Lins de Vasconcelos, filha de Francisco Cardoso dos Santos e Teresa Lins de Vasconcelos.
5. Cipriano Lopes Galvão Junior (Ciprianinho. 1769-1809). Casou-se com Teresa Maria José, filha de José Bezerra de Menezes e Maria Borges do Sacramento, em 26 fevereiro 1794.
6. Cap. Cipriano Bezerra Galvão (*1809 +1899). Casou-se com Isabel Cândida de Jesus (*1819 +1873), filha de Antônio Pereira de Araújo e Maria José de Araújo.
7. Cel. José Bezerra de Araújo Galvão (18/12/1844 a 05/02/1926). Casado em 09/01/1872, na fazenda Bulhões, comAntônia Bertina de Araújo (+Currais Novos/RN 03/12/1893), filha do coronel João Damasceno Pereira e Tereza Alexandrina de Jesus.
domingo, 30 de novembro de 2014
Família Galvão participa de cavalgada no RN
Dentro das comemorações da 156ª Festa de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Canguaretama RN, a Família Galvão novamente participa ativamente a "Cavalgada de Nossa Senhora" em sua 6ª edição - 2014. O evento reuniu aproximadamente 500 cavaleiros e amazonas da região, que desfilaram para celebrar a padroeira do município.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Familia faz encontro no Litoral Sul
Ativando um projeto de valorização da Família Galvão, seus membro se reuniram dia 15 de novembro no Iate Clube Barra do Cunhaú, em Canguaretama, Litoral Sul do Ruo Grande do Norte. Local é sugestivo, pois foi nessa região que chegaram os primeiros membros da família em terras potiguares.
O evento consistiu em uma palestra motivacional contando a história da família e a criação de uma redes de contatos entre os membros.
Neste primeiro encontro foi aprovado a replicação de reuniões nos municípios da região para mobilizar os membros da família para um grande encontro que ocorrerá em 15 de novembro de 2015.
No encontro foi apresentado o belo texto adaptado de alguns trechos do livro "O Arroz de Palma" de
Francisco Azevedo, que emocionou a todos e vai aqui copiado:
"Família é um prato difícil de preparar. Reunir todos é um problema...
Dá até vontade de desistir... Mas a vida arruma um jeito de nos
entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de
cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais
brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria? É o mais generoso. Aquele, o que surpreendeu e foi
morar longe. E Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue
a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você
também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de
raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Você desanda a receita de toda a família só porque mete a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas e outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. O que se pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Você desanda a receita de toda a família só porque mete a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas e outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. O que se pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Encontro da Família Galvão
Encontro da Família Galvão.
Em Barra do Cunhaú - Canguaretama RN.
Dia 15 de novembro.
Aberto a qualquer membro da família ou agregados.
Não há taxas de pagamento.
Palestra sobre a origem da família (Da Escócia ao Brasil).
Momento de apresentações e trocas de contatos.
Planejamento de um encontro estadual.
Apresentação da associação "Galvão América do Sul" e integração com a "Galvão Europa" e "Galvão Canadá".
Início às 8 horas.
Término às 13 horas.
Confraternização final no Mirante Cunhaú.
Em Barra do Cunhaú - Canguaretama RN.
Dia 15 de novembro.
Aberto a qualquer membro da família ou agregados.
Não há taxas de pagamento.
Palestra sobre a origem da família (Da Escócia ao Brasil).
Momento de apresentações e trocas de contatos.
Planejamento de um encontro estadual.
Apresentação da associação "Galvão América do Sul" e integração com a "Galvão Europa" e "Galvão Canadá".
Início às 8 horas.
Término às 13 horas.
Confraternização final no Mirante Cunhaú.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Acadêmicos do Campo do Galvão (Um marco no carnaval)
A tentação chamada Escola de Samba foi mordida. Resolveram que era
preciso mobilizar o bairro e foram bater de porta em porta entregando
aos seus moradores um convite para participarem de um churrasco no
domingo próximo daquele ano. O churrasco realizado no antigo campo da
Associação Esportiva foi um sucesso. A adesão foi total. O espírito
solidário dos seus moradores e seu amor pelo bairro estavam despertos.
Agora era só me criar definitivamente. Mais uma vez no Bar do Beni abriu
as portas para me receber. Meus fundadores estavam lá, agora mais de 30
pessoas, todos inquietos e agitados para me criar. Mas eu, precisava
ser orientado, dirigido. E escolheram os meus primeiros tutores. E como
eu seria chamado? Vários nomes surgiram: Unidos do Campo do Galvão,
Império do Campo do Galvão, Acadêmicos do Samba e finalmente Acadêmicos
do Campo do Galvão (este nome por sinal era levado a título provisório
no convite aos moradores do bairro). O meu nome tinha que traduzir um
estilo, uma característica própria e por votação fui batizado Grêmio
Recreativo Acadêmicos do Campo do Galvão. O ACADÊMICOS. E assim comecei a
entrar para a História do Campo do Galvão, para a História do Carnaval
de Guaratinguetá. Era 31 de março de 1974 e o dia já não corria tanto.
Eu nasci iluminado e para ser grande.
O samba-hino da escola descrito foi composto em 1974, pelo compositor
Paulo Mendes Brasil, também conhecido como Paulo Beija Flor, como samba
enredo para o carnaval de 1975. No entanto sua letra não condizia com o
enredo “Saudação à Bahia”. Mas sua aceitação foi tão grande pelos
componentes, que passou a ser chamado o hino da agremiação.
Em 2011, foi campeã do Carnaval, empatada com a Embaixada do Morro.
| ACADÊMICOS DO CAMPO DO GALVÃO | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | Colocação | Grupo | Enredo | ||||||
| 1975 | 7ºlugar | 1 | Bahia de todos os deuses | ||||||
| 1976 | 5ºlugar | 1 | Lendas e deuses brasileiros | ||||||
| 1977 | 4ºlugar | 1 | São Paulo de braços abertos | ||||||
| 1978 | Vice Campeão | 1 | Se o mar contasse sua história | ||||||
| 1979 | Campeão | 1 | Misterioso número 7 | ||||||
| 1980 | 4º lugar | 1 | E fez-se a luz | ||||||
| 1981 | 4º lugar | 1 | Viagem ao desconhecido | ||||||
| 1982 | Campeão | 1 | E tudo começou com a maçã | ||||||
| 1983 | 5ºlugar | 1 | O lado infantil do poeta | ||||||
| 1984 | Vice-Campeão | 1 | Das águas que só nossos avós beberam | ||||||
| 1985 | Campeão | 1 | Nesta terra de aves...quais as de rapina? | ||||||
| 1986 | Vice-Campeão | 1 | Se não chover amanhã | ||||||
| 1987 | Campeão | 1 | Sobre o arco sideral, deuses, astros, carnaval | ||||||
| 1988 | 3º lugar | 1 | Marajás, xátrias e sudras no país de Cabral | ||||||
| 1989 | Campeão | 1 | Palmares, o descobrimento do Brasil | ||||||
| 1990 | 5ºlugar | 1 | 442 D.D.B.S. | ||||||
| 1991 | Campeão | 1 | Eu nasci grande e nem sabiam | ||||||
| 1992 | Campeão | 1 | ZYG-2 - Rádio Clube - Som Nini - Primeira festa em seu rádio | ||||||
| Não houve desfile, em 1993 | |||||||||
| 1994 | Vice-Campeão | 1 | Instituto, quem te viu, quem te vê, Acadêmicos canta você. | ||||||
| 1995 | 4º lugar | 1 | Brasil, arcano maior no tarô tupiniquim | ||||||
| 1996 | Vice-Campeão | 1 | Vim, Vendi, Venci | ||||||
| Não houve desfile, em 1997 | |||||||||
| 1998 | Campeão | 1 | "Nossa terra é de bamba, é de samba" | ||||||
| 1999 | Vice-Campeão | 1 | "Sol, samba e paixão - Veredas do nosso carnaval" | ||||||
| Não houve desfile, em 2000 | |||||||||
| 2001 | Campeão | 1 | "Brasil outros 500" | ||||||
| 2002 | Bi-Campeão | 1 | "Planeta Água nossa de cada dia" | ||||||
| 2003 | Tri-Campeão | 1 | "O disfarce da face é a arte da farsa" | ||||||
| 2004 | Vice-Campeão | 1 | "Quanto mais se dá, mais se tem" | ||||||
| 2005 | Campeão | 1 | "Do Egito ao botequim, o nectar dos deuses" | ||||||
| 2006 | Bi-Campeão | 1 | "O círculo dos céus, a magia dos signos" | ||||||
| 2007 | Tri-Campeão | 1 | "Xamãs, cientistas, terapeutas. O ACADEMICOS em busca da cura" | ||||||
| 2008 | Vice-Campeão | 1 | "Cara ou coroa, eis a questão" | ||||||
| 2009 | Vice-Campeão | 1 | "EMI - Sopro da vida, a mágica da criação" | ||||||
| Devido às fortes chuvas que atingiram Guaratinguetá, não houve desfile em 2010. | |||||||||
| 2011 | Campeão | 1 | "Das cavernas à estação espacial, vou construindo meu carnaval" | ||||||
| 2012 | 3° lugar | 1 | "Doce de corpo e alma" | ||||||
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