O conselheiro Miguel de Arcanjo Galvão nasceu em Goianinha, a 17 de janeiro de 1821, no sítio denominado Lagoa Velha. Exerceu os cargos de Tesoureiro e Escrivão da Alfândega, no Rio Grande do Sul e chefe da secção da Tesouraria Geral, em 1859. Removido para o Tesouro Nacional, como primeiro oficial, foi da secção, Contador e Diretor do Tribunal de Contas, cargo em que se aposentou. Consorciou-se em Porto Alegre, com D. Josefa Apolônia de Albuquerque Galvão. Faleceu em 4 de julho de 1903. Um jornal que noticiou a sua morte diz o seguinte: “Foi um brasileiro notável pela vasta ilustração e reais serviços prestados à nação, no longo de mais de 50 anos”. (Goianinha no contexto histórico da província. M. S. Gadêlha Grilo, 1998, p. 156.)
Total de visualizações de página
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Chico Zumba
Chico Zumba (Francisco José do Nascimento) morreu em 16 de julho (dia dos Mártires do Cunhaú) de 2011 aos 75 anos. Morava na "Rua do Quadro", sustentado por uma aposentadoria, e tinha perdido a visão a muito tempo. Ele trabalhou na fazenda (Pedro Velho) e no comércio (Canguaretam) de João Alves Galvão. Paciente, não se incomodava em esperar.Chico Zumba era conversador e gostava de fazer previsões futuristas sobre o trabalho, os preços e os produtos. Imaginava preços, embalagens e produtos para o futuro enquanto pesava o açúcar. conversava muito, mas não parava o serviço.
Por ele ser negro pensei que fosse um dos descendentes de Ganga Zumba, herói de Palmares. Descobri outras histórias. Ele próprio me contou que que esse era um apelido que ganhou do pai, que chamava "Zé de Zumba". Seu pai era de Ceará Mirim, onde trabalhava no engenho de "Zumba do Timbó" (José Ribeiro Dantas Sobrinho).
Pergunte sobre a botija que teria "arrancado" e dado ao patrão, mas ele negou tudo. Dizia ter perdido muitos amigos por causa "dessa conversa que jogaram no mundo". "Se eu tivesse achado, ficava para mim!".
Termino em breve.....
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Hélio Galvão e o Romanceiro
Por João da Mata
No momento em que ainda pranteamos o encantamento da nossa romanceira maior e o nome do folclorista Deífilo Gurgel foi devidamente lembrado, fornecendo inclusive uma bela entrevista sobre Dona Militana. Não podemos esquecer um pioneiro nos estudo do nosso romanceiro. O escritor Helio Galvão autor das Cartas da Praia e da História da Fortaleza da Barra do Rio Grande. Hélio Galvão também fez um amplo levantamento do nosso romanceiro e publicou o livro Romanceiro; pesquisa e estudo. Um
belíssimo livro, cuja edição de 1993 ( Natal) contém uma introdução e notas de Deífilo Gurgel.
belíssimo livro, cuja edição de 1993 ( Natal) contém uma introdução e notas de Deífilo Gurgel.
Nesse livro constam alguns dos célebres romances cantados por Dona Militana. Juliana e D. Jorge, Dona infanta, etc.
Juliana (Juliana e D. Jorge)- Deus te salve Juliana,
No teu estrado assentada.
- Deus te salve, Dom Jorge,
No teu cavalo montado.
Galvão Filho
O cantor e compositor potiguar Galvão Filho está com novo CD na praça – “Achados e Perdidos”. É um pouco sobre esse trabalho, recém-lançado, e também sua carreira, que o músico conversa nessa entrevista com o Solto na Cidade.
O que esse quarto CD representa em sua carreira?
Quando a gente chega ao quarto CD, está mais plantado no chão. No primeiro, o artista se identifica; o segundo já é a confirmação de que quer fazer aquilo. O terceiro, no meu caso, nasceu de um convite para eu fazer a trilha do Auto de Natal. Esse quarto é o resumo da minha carreira toda, inclusive com músicas minhas que foram gravadas apenas por outras pessoas, como “Cantar” e “Reza”.
Você batalha na música há pelo menos 30 anos. Como avalia essa trajetória?
Tem esse tempo todo, mas sempre sinto como se estivesse meio que começando. Do mesmo jeito, acho que um trabalho nunca está pronto. Fico me coçando para mexer.
Você é um artista inquieto?
Quem é envolvido com arte é inquieto. É preciso ser criativo, estar inventando sempre, porque nada é fácil. Mas eu não reclamo. O segredo é nunca achar que você está pronto. Mas a gente precisa urgentemente lançar um nome nacionalmente.
O que está faltando?
Ah, se eu soubesse seria uma maravilha. Sei apenas que ninguém faz o sucesso. Ele acontece. Juro que venho tentando, e não me culpo por ainda não ter conseguido. Para ter sucesso não basta fazer bem feito, tem muito mais coisa. É como uma loteria, e eu jogo sempre.
O que esse quarto CD representa em sua carreira?
Quando a gente chega ao quarto CD, está mais plantado no chão. No primeiro, o artista se identifica; o segundo já é a confirmação de que quer fazer aquilo. O terceiro, no meu caso, nasceu de um convite para eu fazer a trilha do Auto de Natal. Esse quarto é o resumo da minha carreira toda, inclusive com músicas minhas que foram gravadas apenas por outras pessoas, como “Cantar” e “Reza”.
Você batalha na música há pelo menos 30 anos. Como avalia essa trajetória?
Tem esse tempo todo, mas sempre sinto como se estivesse meio que começando. Do mesmo jeito, acho que um trabalho nunca está pronto. Fico me coçando para mexer.
Você é um artista inquieto?
Quem é envolvido com arte é inquieto. É preciso ser criativo, estar inventando sempre, porque nada é fácil. Mas eu não reclamo. O segredo é nunca achar que você está pronto. Mas a gente precisa urgentemente lançar um nome nacionalmente.
O que está faltando?
Ah, se eu soubesse seria uma maravilha. Sei apenas que ninguém faz o sucesso. Ele acontece. Juro que venho tentando, e não me culpo por ainda não ter conseguido. Para ter sucesso não basta fazer bem feito, tem muito mais coisa. É como uma loteria, e eu jogo sempre.
O alecrim dos Galvão
Publicação da Tribuna do Norte: 28 de Dezembro de 2006
Júnior Santos
EM FAMÍLIA - Babal, João, Galvão Filho e Eri se reúnem para contar e cantar um pouco do universo musical em que foram criados
Nem toda família usa o sofá da sala como moradia do infeliz que chega de porre no meio da madrugada. Na casa de porta e janela número 1631 da rua dos Paianazes, bairro do Alecrim, por exemplo, o sofá era um lugar sagrado onde reinava sossegado um violão simples de seis cordas capaz de reunir numa mesma roda o dono do pandeiro, do cavaquinho e quem mais aparecesse para tirar uma onda de músico. Terminada a farra, o violão deveria ser devolvido ao sofá sem reclamação. Era a única exigência da casa.
Uma conversa rápida de 15 minutos com a família Galvão na redação do jornal pode até começar com as formalidades do repertório usado no próximo show, mas acaba descambando para lembranças de causos como o narrado no início da reportagem.
E como o sofá que virou cama do violão, lá se vai o cinema São Pedro dirigido pelo tio-avô Sebastião, o Forró do Alecrim comandado pelo pai Severino Galvão e tantos outros causos. "Todo mundo que chegava lá em casa pegava o violão para tocar, mas tinha que deixar no mesmo lugar. Foi assim que fomos tomando o gosto pela música. Mamãe, por exemplo, deu um instrumento para cada um dos irmãos e sempre foi envolvida com cultura, os dramas encenados no colégio. E papai criou o forró do Alecrim, que fez um sucesso danado na época", lembram Babal, Galvão Filho, Eri Galvão e João Galvão.
Os quatro estão mais uma vez reunidos para contar um pouco desta história através da música. Apesar de trilharem caminhos distintos dentro da música, seja no estilo e até na própria função, a família nunca deixou de fazer o que mais gosta. Tanto é que aproveitando a chegada de Eri Galvão para as festas de fim de ano - único que mora fora de Natal (no Rio de Janeiro) - o quarteto apresenta o show "Avenida 10" hoje, a partir das 21h, no Praia Shopping Musical. Cada músico apresenta cinco canções dos repertórios solos. Em seguida, fazem três músicas juntos. O nome do show, por sinal, é uma referência ao ambiente em que a família cresceu, no bairro do Alecrim.
Engana-se quem acredita que essa confraternização em família ocorre todos os anos. O show de hoje marca apenas o quarto encontro da família Galvão num palco. O resultado, contam, vem sendo tão positivo que ao final do show o público já pede o CD do grupo. "Isso aconteceu em dezembro do ano passado quando tocamos junto com Geraldo Azevedo na Cidade da Criança. Descemos no palco e o povo foi logo perguntando do disco, onde tinha para vender. Mas esse é um projeto que ainda estamos desenvolvendo. Pode ser um CD, um DVD, mas a gente está vendo", afirma Babal.
Dos quatro, apenas Babal e Galvão Filho têm dado continuidade à carreira. Enquanto João é professor de música e compõe uma coisa aqui outra ali, Eri Galvão desenvolve um trabalho com samba no Rio de Janeiro. Ele é um dos jurados, na categoria Samba-enredo, da liga das escolas de samba da divisão especial do carnaval carioca. Indagado se já sofreu ameaça de morte por conta de uma nota negativa, diz que não. Mas admite que já sofreu pressão por conta de um décimo. "Teve uma vez que um repórter do jornal'O Dia', me ligou dizendo que o pessoal da Viradouro estava com muita raiva de mim. Aí eu perguntei de onde ele tinha tirado aquilo porque eu moro em Niterói, saí na rua e ninguém veio falar comigo. Por causa de um décimo!?" recordou.
E como o sofá que virou cama do violão, lá se vai o cinema São Pedro dirigido pelo tio-avô Sebastião, o Forró do Alecrim comandado pelo pai Severino Galvão e tantos outros causos. "Todo mundo que chegava lá em casa pegava o violão para tocar, mas tinha que deixar no mesmo lugar. Foi assim que fomos tomando o gosto pela música. Mamãe, por exemplo, deu um instrumento para cada um dos irmãos e sempre foi envolvida com cultura, os dramas encenados no colégio. E papai criou o forró do Alecrim, que fez um sucesso danado na época", lembram Babal, Galvão Filho, Eri Galvão e João Galvão.
Os quatro estão mais uma vez reunidos para contar um pouco desta história através da música. Apesar de trilharem caminhos distintos dentro da música, seja no estilo e até na própria função, a família nunca deixou de fazer o que mais gosta. Tanto é que aproveitando a chegada de Eri Galvão para as festas de fim de ano - único que mora fora de Natal (no Rio de Janeiro) - o quarteto apresenta o show "Avenida 10" hoje, a partir das 21h, no Praia Shopping Musical. Cada músico apresenta cinco canções dos repertórios solos. Em seguida, fazem três músicas juntos. O nome do show, por sinal, é uma referência ao ambiente em que a família cresceu, no bairro do Alecrim.
Engana-se quem acredita que essa confraternização em família ocorre todos os anos. O show de hoje marca apenas o quarto encontro da família Galvão num palco. O resultado, contam, vem sendo tão positivo que ao final do show o público já pede o CD do grupo. "Isso aconteceu em dezembro do ano passado quando tocamos junto com Geraldo Azevedo na Cidade da Criança. Descemos no palco e o povo foi logo perguntando do disco, onde tinha para vender. Mas esse é um projeto que ainda estamos desenvolvendo. Pode ser um CD, um DVD, mas a gente está vendo", afirma Babal.
Dos quatro, apenas Babal e Galvão Filho têm dado continuidade à carreira. Enquanto João é professor de música e compõe uma coisa aqui outra ali, Eri Galvão desenvolve um trabalho com samba no Rio de Janeiro. Ele é um dos jurados, na categoria Samba-enredo, da liga das escolas de samba da divisão especial do carnaval carioca. Indagado se já sofreu ameaça de morte por conta de uma nota negativa, diz que não. Mas admite que já sofreu pressão por conta de um décimo. "Teve uma vez que um repórter do jornal'O Dia', me ligou dizendo que o pessoal da Viradouro estava com muita raiva de mim. Aí eu perguntei de onde ele tinha tirado aquilo porque eu moro em Niterói, saí na rua e ninguém veio falar comigo. Por causa de um décimo!?" recordou.
João Galvão: uma obra de arte musicada
Nascido em berço musical, o natalense João Galvão, irmão de Babal, Galvão Filho e Eri Galvão, cresceu no bairro do Alecrim, onde ele e seus irmãos receberam forte influência musical e cultural do pai, Severino Galvão e outros familiares. João é cantor, músico e compositor, além de Professor de Línguas (inglês e português) e Arquiteto e Urbanista.
Ele foi um dos fundadores do Bando de Natal, grupo que contava também com Enoch Domingos, Babal e Galvão Filho, e tinha o objetivo de fazer e divulgar a música autoral no RN e que mais tarde se chamaria Música Potiguar Brasileira. O grupo deu um tempo em suas atividades no final da década de 80.
João Galvão está lançando seu CD “Crias”, registro de algumas de suas composições, entre regravações e músicas inéditas. O CD conta ainda com a parceria de outros grandes músicos e intérpretes potiguares, como Enoch Domingos, Jaumir Andrade, Jotabê Campanholi, Babal, Franklyn Nogvaes, Joca Costa, Jubileu Filho, Chico Beethoven, Klênio Barros, Di Steffano e Wilames Costa.
Nesse CD, João Galvão interpreta duas canções compostas por ele já gravadas anteriormente por outros artistas. São elas: “Billy Boy”, parceria com Enoch Domingos, gravada pelo cantor Leno no LP “Encontro no Tempo”, de 1981 e “Renascer”, parceria com seu irmão Babal, e gravada por Joanna no LP “Vidamor”, em 1982.
“Crias” conta também com composições em inglês e espanhol, e letras que revelam um olhar cosmopolita, sem deixar de lado a regionalidade.
Para saber mais sobre esse novo trabalho de João Galvão, não perca o Música Potiguar Brasileira deste sábado, dia 02/04, às 17h, com reprise domingo, dia 03/04, ao meio dia.
O QUÊ: Programa Música Potiguar Brasileira
ONDE: Universitária FM 88,9 MHz
QUANDO: Sábado (02/04) às 17h e Domingo (03/04) às 12h.
CONTATO: mpbproducao@gmail.com
TWITTER: @fmuniversitaria
FACEBOOK: http://facebook.com/universitariafmnatal
terça-feira, 5 de julho de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

